07 janeiro 2009

Mulheres...e o resto.

Faz um tempo, li um texto da colunista Ailin Aleixo, onde ela dizia que atualmente só tem mulher chata. E ela tem toda a razão.
Juntando o post citado e "O vendedor de sonhos" do Augusto Cury (um livro ótimo, por sinal), além de experiências diárias, afirmo que as mulheres foram presas nas próprias conquistas. Sim, conseguimos uma colocação profissional quase igual a dos homens. Conseguimos muitas coisas, é fato... Mas nossa própria vaidade, herdada de tempos longínquos, nos traiu. Enclausuradas no mundo da moda e dos estereótipos. "Magra, alta, cabelos loiros, assim, ali, daquele jeito. Agora faz pose de puta." O rídiculo somos nós, tão independentes e "cabeça" nos sujeitarmos a tal coisa... Não tô dizendo que não luto pra diminuir o ponteiro da balança nem ando descabelada por aí! Todas nós, mulheres, nos preocupamos com a beleza. Um cabelo bem arrumado, uma roupa apropriada (da moda, diga-se de passagem), perfume e maquiagem fazem parte do dia-a-dia de qualquer uma que se preze. Mas tudo tem medida! É esse o percentual feminino que preocupa: as completa e ignorantemente conquistadas, até o último fio de cabelo oxigenado, pelo sistema (obrigada, Cury!). Anorexia, bulimia e adolescentes (se é que uma criatura de 12 anos pode ser chamada de "adolescente") andam lado a lado, nesses ultimos tempos. É mais normal do que se pensa ver uma dessas se recusando a comer por serem (em sua própria visão psicologicamente alterada) "obesas". Veja bem... Uma pessoa de 1,65m deveria pesar (dependendo do tipo físico e ósseo!) cerca de 55kg. É comum encontrar uma dessas doidas crianças (é o que me parecem!) pesando 30 e poucos quilos.
Tudo isso é loucura! Vivemos num manicômio global (Cury de novo), onde sorrir pros outros na rua pode ser encarado como algo ruim, onde pensar é raro e ser feliz é impossível. Sim, impossível. Não há quem consiga ser feliz correndo o dia inteiro, trabalhando todos os dias da semana e fingindo, diariamente, ser alguém que não é. O mais comum são pessoas estressadas, rancorosas e amarguradas. Ver um riso espontâneo é coisa pra se filmar, o normal é ser carrancudo. Ver alguma alma perdida no mundo ajudando uma outra é algo incompreensível, o normal é deixar uma pessoa tendo um ataque epilético no meio da rua ser atropelada por uma jamanta de 10 eixos. Ver alguém feliz sem motivo só pode ser mentira, o normal é ser triste e deprimido.
Algo não tão raro é ver alguém com o mesmo ponto de vista que eu tenho, que Augusto Cury tem. Raro é ver um desses inúteis (me incluo!) fazendo alguma coisa decente. A única coisa que eles nós fazemos é falar, falar e falar. Sair da teoria e ir pra prática, nem que seja um sorriso pra um passante aleatório, ninguém faz. Um bom dia sincero a uma senhora na padaria ninguém dá. Levantar para algum outro sentar, pra quê? O tal "amor ao próximo" que todo mundo fala (mais por "olha só, eu falo do amor ao próximo, tá bom demais." e influencia da MAGNÍFICA igreja católica com seu deus, o filho dele e um monte de sermões que ninguém ouve) e uma insignificante (quando eu digo insignificante, quero dizer 1 em 10 mil, literalmente falando, se já não for muito) minoria realmente põe em prática.
Vamos lá... Sorrir pra alguém não é difícil. Dizer um "bom dia" entusiasmado e REALMENTE desejando um bom dia àquela pessoa não dá trabalho. Dar passagem ou um assento a um idoso não é tão penoso. Agora... Se quer ir adiante, vá a um asilo. Ouça histórias. Converse. Ou, mais cômodo, dê atenção aos seus avós e suas histórias.
Garanto, vale a pena... E, apesar do esperado, é extremamente interessante.

Um comentário:

  1. Acredita que ontem mesmo fui criticado por estar sorrindo no aeroporto, pelo simples fato de estar de volta? Eu sorria pra todo mundo, e desejava boa noite (só porque estava feliz por meu regresso ao Rio de Janeiro, pois normalmente não faço nada disso, por mais que odeie admitir) e apenas as crianças e uma ou outra senhora correspondiam - além, é claro, dos funcionários do aeroporto, que têm a obrigação de serem simpáticos. Os demais simplesmente me olhavam feio, como se eu estivesse fazendo a coisa mais absurda do mundo. Seu texto é leve, divertido e faz uma crítica fantástica - apesar de conhecida, mesmo que sempre admirada e ignorada - à (hipócrita, e me incluo nisso) sociedade.

    Sou um apaixonado por teus textos. Beijão, Brunha!

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